A vereadora de Várzea Grande, Gisa Barros (Podemos), levantou questionamentos nesta terça-feira, durante sessão ordinária da Câmara Municipal, sobre uma sequência de incêndios registrados em estruturas da Prefeitura. A parlamentar citou como exemplo o fogo de grandes proporções que destruiu o Anexo I da Secretaria Municipal de Educação na semana passada.
A parlamentar iniciou seu pronunciamento rebatendo declarações recentes da deputada federal Coronel Fernanda (PL). No último fim de semana, a deputada afirmou publicamente que o incêndio no barracão da Educação teria sido provocado de forma intencional com o objetivo político de “manchar” a imagem da prefeita Flávia Moretti (PL).
Para Gisa Barros, a aliada da prefeita confundiu o exercício da fiscalização parlamentar com ataques políticos. “Quando o vereador fiscaliza e cobra o Executivo, isso é prerrogativa constitucional”, afirmou a vereadora, ao defender a independência do Legislativo e sustentar que as declarações da deputada federal foram baseadas em acusações sem provas.
Histórico de incêndios após vistorias
Durante o discurso na tribuna, a vereadora relembrou outro episódio semelhante: o incêndio que atingiu o almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a parlamentar, aquele caso também ocorreu logo após uma série de fiscalizações promovidas pelos vereadores na área afetada. Ela demonstrou preocupação com o fato de novas inspeções do Legislativo em setores da administração municipal estarem sendo sucedidas por incidentes dessa natureza.
“Coincidências acontecem em Várzea Grande”, ironizou a parlamentar. Gisa Barros cobrou celeridade na apuração dos fatos e ressaltou que aguarda a conclusão oficial dos laudos periciais da Polícia Civil para que os episódios sejam devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes.



