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Política Quarta-feira, 27 de Agosto de 2025, 08:37 - A | A

Quarta-feira, 27 de Agosto de 2025, 08h:37 - A | A

PF sugere a Moraes monitoramento 24 horas por dia dentro da casa de Bolsonaro para evitar fuga

Ministro do STF havia determinado que reforço na segurança fosse feito pela Polícia Penal do DF

Da Redação

A Polícia Federal sugeriu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que uma equipe de agentes seja mantida em tempo integral dentro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para garantir a eficácia da prisão domiciliar. No ofício, a corporação alerta que o monitoramento eletrônico por tornozeleira não é suficiente para impedir uma fuga.

Após receber o documento, Moraes encaminhou o pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR), para que se manifeste sobre a proposta de reforço na vigilância contra eventual fuga.

A manifestação da PF ocorreu após Moraes determinar, mais cedo nesta terça-feira 26/8), que a Polícia Penal do Distrito Federal realize um "monitoramento em tempo integral" das medidas cautelares que foram impostas a Bolsonaro. Moraes ainda ordenou o "destacamento de equipes para monitoramento em tempo real do endereço residencial do réu".

Segundo a PF, o equipamento depende de sinal de telefonia e pode sofrer falhas ou até interferências deliberadas, o que permitiria que Bolsonaro tivesse tempo hábil para deixar o local. O documento afirma que, embora seja possível destacar equipes de prontidão para acompanhar o monitoramento, essa modalidade só funciona partindo-se da premissa de que o custodiado não tenha intenção de fugir.

"Nesses casos, as violações somente seriam informadas por relatório aos operadores do sistema após o retorno do sinal, o que permitiria tempo hábil para que o custodiado empreendesse uma fuga. Nesse sentido, o monitoramento eletrônico, mesmo com equipes de prontidão em tempo integral, não constitui medida impeditiva à fuga do custodiado, caso este tenha tal intenção", diz a PF.

Assinado pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, o ofício lembra que a vigilância efetiva exigiria também fiscalização de veículos e vizinhos no condomínio, medida considerada de difícil execução e potencialmente constrangedora. Como alternativa, cita o precedente do caso do juiz Nicolau dos Santos Neto, em que uma equipe permaneceu 24 horas dentro da residência do custodiado.

A PF informou ainda que já iniciou tratativas com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) para que a Polícia Penal Federal atue em conjunto, caso o STF determine o aumento da segurança.

O reforço na segurança feita a Bolsonaro foi determinado após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmar à Polícia Federal que havia risco de fuga de Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e na semana que vem começará a ser julgado pela acusação de tentativa de golpe.

Na segunda-feira (25/8), Moraes pediu um posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu o envio de "equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real".

Na decisão desta terça-feira, o ministro também afirmou que a proximidade do julgamento da ação penal da trama golpista leva a uma intensificação das ações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para atrapalhar o processo.

Nesse sentido, as ações incessantes de Eduardo Nantes Bolsonaro, estando inclusive localizado em país estrangeiro, demonstram a possibilidade de um risco de fuga por parte de Jair Messias Bolsonaro, de modo a se furtar da aplicação da lei penal, notadamente em razão da proximidade do julgamento de mérito da AP 2.668/DF, agendado na Primeira Turma desta Suprema Corte entre os dias 2/9/2025 e 12/9/2025", afirmou Moraes.

Na semana passada, Bolsonaro e Eduardo foram indiciados pela PF, por coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A suspeita é de que os dois atuaram para o governo dos Estados Unidos impor sanções ao Brasil e suas autoridades, como forma de atrapalhar o julgamento.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, por decisão de Moraes. O ministro considerou que ele tinha descumprido outras cautelares impostas antes, como a proibição de usar redes sociais, mesmo que por meio de terceiros.

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