Enquanto andava sozinho pela mata, Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, chegou a pensar que jamais seria encontrado."Eu pensei que era o fim, que eu já tinha talvez morrido. Alucinei em um momento assim. Mas eu pedi forças para Deus. Pedi forças para minha mãe, pensei em toda a minha família.
Eu falei: 'Pô, eu quero chegar em casa bem e saudável. Só peço por proteção para isso'", relembrou Roberto em uma entrevista exclusiva para a RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, concedida enquanto ele ainda está internado, em recuperação.
O jovem desapareceu no dia 1º de janeiro, quando descia a trilha que leva até o Pico Paraná – ponto mais alto do Sul do Brasil e que tem um histórico de desaparecimentos e resgates.
Segundo um bombeiro que trabalhou no resgate, o jovem perdido andou cerca de 20 quilômetros até chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina, nesta segunda-feira (5).
No local, ele pediu um celular emprestado, ligou para a irmã e comunicou que estava vivo.No período de buscas, foram mais de 100 bombeiros e 300 voluntários mobilizados, com recursos como câmeras térmicas, drones e rapel. Roberto conta que, no primeiro dia perdido, ouviu um helicóptero e soube que procuravam por ele, mas depois, sem sinais, achou que haviam desistido."No terceiro dia eu falei: 'Pô, eles podem ter cancelado as buscas, mas Deus está comigo e eu vou seguir esse destino aqui, esse caminho que ele me deu, caminho das pedras'", afirmou.
Depois de encontrar ajuda, uma equipe do Corpo de Bombeiros se deslocou até o local onde o jovem estava e o levou para o hospital de Antonina, onde ele fez exames médicos e passou por procedimentos para reidratação.
Conforme os profissionais de saúde que o atenderam, Roberto está lúcido, comunicativo, sem lesões graves, e com escoriações



