Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.
Autoridades de Israel afirmaram que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian eram alvos do ataque, mas os resultados da ação ainda não estão claros.
Mais cedo, fontes disseram que Ali Khamenei não está em Teerã. Não há detalhes sobre seu paradeiro. A agência estatal iraniana IRNA afirmou que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança.
O que se sabe do ataque de EUA e Israel:
Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã.
Segundo a agência de notícias estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país. O espaço aéreo iraniano foi fechado.
5 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã morreram durante o ataque, segundo a agência estatal IRNA.
O que se sabe sobre a retaliação do Irã:
Em resposta, o Irã lançou mísseis contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas.
Há relatos de explosões e acionamento de sirenes de alerta em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes - países que tem bases norte-americanas.
Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi.
Contexto: Essa é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas. A ação ocorreu em apoio a Israel, que travava uma guerra contra o país.
Trump diz que objetivo é destruir programa nuclear do Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o objetivo do ataque é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças. Militares dos EUA afirmam que ação pode durar dias. O Pentágono classificou a operação como "fúria épica".
"Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos", disse Trump em um vídeo divulgado nas redes sociais.
Trump incentivou a população iraniana a pressionar pela queda do regime dos aiatolás e instou militares a se renderem ou irão "enfrentar a morte certa".
A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação é para "eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã".
Netanyahu afirmou que a ação "criará condições para que o povo iraniano tome as responsabilidades do seu destino".




