Um adolescente de 16 anos foi apreendido nesta quarta-feira (11/02) suspeito de matar a tiros outro menor de idade em frente a uma escola em Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá. Ele foi detido em flagrante e responderá por ato infracional análogo a homicídio, segundo a polícia.
A vítima foi identificada como Lucas Souza Gomes, de 17 anos.
Imagens de uma câmera de segurança flagraram o momento em que dois homens em uma moto seguem o jovem pela rua e efetuam disparos. Após a ação, os suspeitos fugiram.
Segundo a Polícia Militar, moradores relataram ter ouvido vários disparos e acionaram a corporação. Quando os militares chegaram ao local, encontraram o adolescente caído no chão, já sem sinais vitais.
Este é o segundo caso envolvendo morte de menor de idade registrado no município em menos de 48 horas. No caso anterior, um adolescente foi atingido por disparos feitos por um atirador uniformizado, em uma lanchonete da cidade.
O delegado Thiago Pinheiro Barros afirmou que a investigação preliminar aponta que não há relação entre os dois casos. Segundo ele, o suspeito do primeiro episódio continua foragido e as características físicas dos envolvidos nas duas ocorrências são diferentes.
À polícia, familiares informaram que o adolescente teria suposto envolvimento com uma facção criminosa, hipótese que é investigada pela Polícia Civil como possível motivação.
A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que realizou os procedimentos no local. O caso segue sob investigação.
Assassinato em lanchonete
Na segunda-feira (09/02), Lucas Gabriel Lazarim, de 15 anos, foi morto a tiros na frente dos colegas. Imagens de câmera de segurança do estabelecimento onde o crime ocorreu mostram que o autor usava uniforme escolar. Segundo a Polícia Civil, a principal hipótese é que o atirador seja colega de escola da vítima e também menor de idade.
O delegado Thiago Pinheiro Barros informou que a vítima foi atingida por ao menos 14 disparos. As investigações indicam que havia uma rixa pessoal entre os adolescentes. A polícia descartou a possibilidade de motivação ligada a facção criminosa, já que o autor estava uniformizado e com o rosto descoberto.
A polícia também apurou que a vítima teria recebido ameaças dias antes e comentado com um amigo que aquele poderia ser seu último dia de vida. No entanto, o delegado ressaltou que familiares e amigos ouvidos até o momento não tinham conhecimento desse tipo de intimidação.




