Ingride Fontinelles Morais, apontada pela polícia como companheira do chefe de uma facção criminosa em Sorriso (MT), poderá sair de casa durante o cumprimento da prisão domiciliar apenas para levar as filhas ao médico e para comparecer a audiências.
Ela foi presa em agosto do ano passado em um shopping no Rio de Janeiro e responde por associação criminosa e tráfico de drogas.
A decisão que autorizou a prisão domiciliar foi concedida na última sexta-feira (06/02), após a Justiça aceitar o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Os advogados argumentaram que Ingride é a única responsável pelas filhas, de 5 e 2 anos, e que não possui rede de apoio familiar.
Segundo consta no processo, o pai das crianças, a avó materna e a irmã dela estão presos ou foragidos. Já a avó paterna, por ser idosa, não teria condições físicas nem financeiras de acolher as crianças.
O documento judicial impõe o cumprimento das seguintes medidas cautelares:
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Monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira;
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Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades;
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Proibição de sair ou mudar de endereço sem autorização judicial;
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Proibição de se ausentar da cidade sem prévia autorização;
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Proibição de manter contato com testemunhas arroladas no processo;
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Autorização de saídas exclusivamente para comparecer a atos processuais, quando intimada, e para levar as filhas ao médico, mediante comunicação prévia ao juízo.
Crime organizado
Ingride foi presa junto com Priscila Moreira Janis, apontada como responsável por assumir a chefia da organização criminosa em 2022.
As investigações indicam que, ao adotar uma postura considerada mais violenta, Priscila teria provocado uma divisão interna no grupo.
Integrantes insatisfeitos com a quantidade de “salves” (punições internas) e “decretos” de morte ordenados por ela teriam fundado uma facção rival. A ruptura intensificou a disputa pelo controle da região e resultou na morte de diversos envolvidos com o crime organizado.




