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Polícia Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026, 11:31 - A | A

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026, 11h:31 - A | A

Justiça concede prisão domiciliar a companheira de chefe de facção em MT; saídas só para médicos e audiências

Ela foi presa em agosto do ano passado em um shopping no Rio de Janeiro e responde por associação a facções criminosas e tráfico de drogas.

Da Redação

Ingride Fontinelles Morais, apontada pela polícia como companheira do chefe de uma facção criminosa em Sorriso (MT), poderá sair de casa durante o cumprimento da prisão domiciliar apenas para levar as filhas ao médico e para comparecer a audiências.

Ela foi presa em agosto do ano passado em um shopping no Rio de Janeiro e responde por associação criminosa e tráfico de drogas.

A decisão que autorizou a prisão domiciliar foi concedida na última sexta-feira (06/02), após a Justiça aceitar o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Os advogados argumentaram que Ingride é a única responsável pelas filhas, de 5 e 2 anos, e que não possui rede de apoio familiar.

Segundo consta no processo, o pai das crianças, a avó materna e a irmã dela estão presos ou foragidos. Já a avó paterna, por ser idosa, não teria condições físicas nem financeiras de acolher as crianças.

O documento judicial impõe o cumprimento das seguintes medidas cautelares:

  • Monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira;

  • Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades;

  • Proibição de sair ou mudar de endereço sem autorização judicial;

  • Proibição de se ausentar da cidade sem prévia autorização;

  • Proibição de manter contato com testemunhas arroladas no processo;

  • Autorização de saídas exclusivamente para comparecer a atos processuais, quando intimada, e para levar as filhas ao médico, mediante comunicação prévia ao juízo.

Crime organizado

Ingride foi presa junto com Priscila Moreira Janis, apontada como responsável por assumir a chefia da organização criminosa em 2022.

As investigações indicam que, ao adotar uma postura considerada mais violenta, Priscila teria provocado uma divisão interna no grupo.

Integrantes insatisfeitos com a quantidade de “salves” (punições internas) e “decretos” de morte ordenados por ela teriam fundado uma facção rival. A ruptura intensificou a disputa pelo controle da região e resultou na morte de diversos envolvidos com o crime organizado.

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