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Política Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026, 11:18 - A | A

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026, 11h:18 - A | A

Governo vê Flávio como candidato consolidado após pesquisa mostrar redução da vantagem de Lula

Aliados do presidente apostam em efeito da ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR) e o programa Gás do Povo para melhorar desempenho

Da Redação

Integrantes do governo federal e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizem ver cristalizado, nos dados da pesquisa Quaest divulgada nesta última quarta-feira, o cenário eleitoral de polarização entre o petista e o indicado por Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A redução da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, de 7 pontos percentuais para 5, não é vista como preocupante por ser uma oscilação dentro da margem de erro.

Aliados do presidente dizem que ainda é cedo para que pautas positivas para o governo, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR) e o programa Gás do Povo, surtam efeito nas intenções de voto de Lula.

TENDÊNCIA DE RATINHO JR. DISPUTAR SENADO

“Cada vez mais, outros vão perceber que não existe espaço para a construção de um nome alternativo à polarização. E, até 04/04, prazo para a desincompatibilização de quem ocupa cargo público e vai disputar as eleições, vão crescer as disputas internas e as tentativas no Centrão de explodir a candidatura de Flávio”, afirma o deputado Lindberg Farias (PT-RJ), que deixou a liderança do partido na Câmara dos Deputados neste mês.

Outro aliado do governo com trânsito no Palácio do Planalto vê como baixa a possibilidade de que o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), dispute a Presidência, visto que hoje é um favorito para a eleição ao Senado no estado.

O governador é o nome da chamada terceira via com o melhor desempenho na pesquisa Quaest: chega a 8% no cenário com Lula, Flávio e Romeu Zema (Novo), que pontuam 35%, 29% e 4%, respectivamente.

TERCEIRA VIA DESIDRATADA

No governo, a avaliação é que os efeitos da isenção ampliada do IR na avaliação do governo devem ser sentidos nos próximos meses, uma vez que os descontos do imposto retido na fonte deixaram de ser feitos apenas no mês passado.

Outra impressão no Planalto é que, com uma terceira via desidratada, há maior chance de atrair alianças do Centrão não entusiasmadas com a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Ex-presidente da Câmara e líder da maioria na Casa, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) diz que a pesquisa mostra o favoritismo de Lula, mas pontua que a eleição não está ganha e será disputada.

ATRAIR O CENTRÃO

“Tarcísio, governador de São Paulo, deixou de ser candidato e Ratinho Júnior provavelmente não disputará a Presidência. A tendência é que o presidente Lula consiga atrair boa parte do Centrão para a candidatura dele ou para a neutralidade na disputa”, afirma o deputado Jilmar Tatto (PT-SP). “É importante ter entregas e o governo tem, mas não é mais o que define. A eleição será sobre posicionamento político e dialogar com a população”, ressaltou Tatto.

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