O presidente do Líbano, Joseph Aoun, pediu nesta segunda-feira, 09.03, um cessar-fogo imediato e a abertura de negociações diretas com Israel. O apelo ocorre em meio à escalada de tensão no Oriente Médio, que tem se intensificado com o avanço do conflito envolvendo o Irã e aliados na região.
Segundo o governo libanês, a proposta busca interromper ataques que vêm ocorrendo por terra, ar e mar. Aoun também solicitou apoio logístico internacional às forças armadas do país para avançar no processo de desarmamento do Hezbollah, grupo armado que exerce forte influência política e militar no território libanês.
Críticas ao Hezbollah
Em comunicado oficial divulgado pela presidência do Líbano, o governo criticou a atuação do Hezbollah e afirmou que as primeiras ofensivas com foguetes teriam servido aos interesses do regime iraniano, sem considerar os impactos para a população local.
Segundo o presidente Joseph Aoun, a estratégia adotada pelo grupo militante teria contribuído para a destruição de vilarejos e agravado a crise econômica que já afeta o país.
O conflito também tem causado um aumento significativo no número de vítimas. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde do Líbano, ao menos 394 pessoas morreram desde o início das operações militares realizadas por Israel contra alvos no país.
As forças israelenses afirmam que os ataques têm como objetivo desarticular a infraestrutura do Hezbollah, organização que recebe apoio direto do governo iraniano.
Escalada no Oriente Médio
O pedido de cessar-fogo feito por Beirute ocorre em meio a um cenário de crescente instabilidade na região. Nas últimas semanas, bombardeios atingiram diferentes áreas da capital libanesa, incluindo instituições financeiras ligadas ao Hezbollah.
Ao mesmo tempo, o Irã anunciou a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país, movimento que indica a continuidade de uma postura mais rígida em relação aos conflitos regionais.
A decisão ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei, que havia liderado o país por décadas e exercia forte influência nas estratégias políticas e militares do regime iraniano.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o país não tem interesse em iniciar negociações enquanto estiver sob ataques.
Segundo ele, as ações militares conduzidas pelo Irã e por grupos aliados são consideradas uma resposta necessária diante do que o governo iraniano classifica como agressões estrangeiras.




