“A escala das mortes e da destruição no Líbano nesta quarta-feira (08/04) é simplesmente horrível. Essa carnificina, poucas horas depois de se concordar com um cessar-fogo com o Irã, é inacreditável”, afirmou o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk.
O fato, alertou Türk, é que a postura beligerante do governo de Benjamin Netanyahu acaba por “exercer uma enorme pressão sobre uma paz frágil, tão desesperadamente necessária para os civis”, em meio à trégua que deveria ter atingido todos os países envolvidos no conflito que abala o Oriente Médio.
Conforme dados da Defesa Civil, os bombardeios sionistas assassinaram ao menos 254 pessoas na capital, Beirute, no Vale do Bekaa e o sul do Líbano, número que ainda é preliminar, já que há muitas vítimas gravemente feridas, mutiladas ou desaparecidas sob os escombros. O Ministério da Saúde informa que ao menos 1.100 pessoas se encontram feridas. Os mísseis, que violaram a trégua, alvejaram preferencialmente as áreas civis.
Diferente da propaganda nazi-israelense de que os alvos estariam sendo os “centros de inteligência e sedes” do grupo de resistência política Hezbolá, as bombas foram despejadas essencialmente sobre edifícios da capital. Como foi documentado por inúmeras reportagens que ganharam as redes sociais, os prédios e veículos civis foram destruídos em Beirute, em flagrande desrespeito à trégua por parte dos sionistas.
“Enviamos um forte aviso aos Estados Unidos, que violam tratados, e ao seu aliado sionista, seu executor: se a agressão contra o querido Líbano não cessar imediatamente, cumpriremos nosso dever e responderemos”, declarou a Guarda Revolucionária do Irã em um comunicado transmitido pela televisão estatal, referindo-se a Israel.




