Em uma nova tentativa de convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) a concorrer ao governo de Minas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o parlamentar na última quarta-feira, em um encontro fora da agenda que durou cerca de 30 minutos. De acordo com relatos feitos por pessoas a par da conversa, ambos deixaram a reunião satisfeitos, mantendo aberta a possibilidade de o parlamentar disputar o governo estadual em 2026.
Esses interlocutores relataram que Lula afirmou não ver, neste momento, alternativa competitiva do campo governista em Minas além de Pacheco e sinalizou que pretende atuar para viabilizar as condições políticas e partidárias necessárias para uma eventual candidatura. O presidente também indicou disposição de ajudar na construção de uma base que dê ao senador tranquilidade e musculatura eleitoral.
Pacheco, por sua vez, ponderou que ainda há indefinições a serem resolvidas, sobretudo no campo partidário, e que a avaliação sobre uma candidatura dependerá do amadurecimento do cenário político e do momento adequado para a decisão.
A definição de Pacheco como candidato em Minas é um dos fatores que, na avaliação de aliados de Lula, poderia ajudar a destravar a aprovação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar era o nome preferido no Senado para a Corte, mas foi preterido para a vaga, o que causou resistências ao chefe da AGU entre os senadores.
Integrantes do governo avaliam que, caso ele tope se candidatar em Minas, a situação de Messias melhoraria, uma vez que indicaria um acordo entre Lula e o ex-presidente do Senado.
Nos bastidores, Lula tem reiterado a avaliação de que Pacheco é hoje a alternativa mais competitiva do campo governista em Minas, estado visto como estratégico para a construção do palanque presidencial de 2026. O presidente também já indicou disposição de ajudar o senador na superação de entraves partidários e na montagem de uma base política que lhe dê condições de disputar o cargo, caso decida entrar na corrida.
O encontro ocorre em meio à intensificação das movimentações pré-eleitorais e reforça o peso de Minas Gerais na estratégia das principais forças políticas. Com eleitorado numeroso e histórico de equilíbrio entre diferentes campos, o estado é tratado por governistas como peça central para a disputa presidencial e para a formação de alianças em 2026.




