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Política Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026, 09:39 - A | A

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026, 09h:39 - A | A

Toffoli deixa a relatoria do caso Master, após investigação da PF envolver seu nome

Após o encaminhamento de ofício da PF, um pedido de suspeição contra o ministro foi aberto na Corte, tornando situação insustentável

Da Redação

O ministro Dias Toffoli deixou nesta quinta-feira (12/02) a relatoria do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada durante reunião convocada pelo presidente Edson Fachin com os colegas da Corte para o apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. O documento cita o nome de Toffoli.

O novo relator sorteado trata-se do ministro André Mendonça. A reunião durou cerca de três horas e terminou por volta de 20h20. Na sequência, os demais dez ministros do STF divulgaram nota em que anunciam a saída de Toffoli da relatoria.

ENTENDA O CASO

Após o encaminhamento do ofício da PF, um pedido de suspeição contra o ministro foi aberto na Corte. Na resposta encaminhada a Fachin, Toffoli havia negado a suspeição e reforçou nota divulgada na quarta-feira. No texto de ontem, Toffoli afirmou ter recebido um "pedido de declaração de suspeição" elaborado pela PF, apontando, por isso, a necessidade do seu afastamento da relatoria do caso do Banco Master, mas tratou o relatório entregue a Fachin como baseado em "ilações".

Nesta quinta-feira (12/02), Toffoli admitiu em nota que é sócio da empresa Maridt, que vendeu uma participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, para um fundo do cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Toffoli disse que declarou à Receita Federal os valores recebidos na negociação e afirmou que nunca "recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel".

A Maridt, empresa em questão, detinha parte das ações do resort Tayayá, no Paraná, frequentado pelo ministro e por amigos. Os irmãos do ministro, o engenheiro eletricista José Eugênio Dias Toffolli e o padre José Carlos Dias Toffoli, eram executivos da empresa na época em que ela adquiriu ações do resort.

A empresa de Toffoli integrou a administração do resort até fevereiro de 2025. O ministro é o relator, na Corte, da investigação sobre as supostas fraudes na tentativa de compra do Master pelo BRB. A Polícia Federal entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, o material encontrado no celular de Vorcaro, em que há menções a Toffoli.

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