O IPCA-15 acumula no ano alta de 4,15% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%, sendo este último abaixo dos 4,94% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Esses resultados sinalizam que a inflação segue controlada no Brasil e colocam o Banco Central (BC) ainda mais contra a parede, pois a direção da autarquia resiste em reduzir os juros no país, sob o pretexto que tem de cumprir a meta de inflação de 3%, que conta com intervalo de tolerância de 1,5 a mais para ser cumprida.
Nesta semana o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, voltou a defender que os juros devem seguir altos – prejudicando a economia, as empresas produtivas e a criação de empregos de qualidade no país.
Ele argumenta que a autoridade monetária não tem alternativa além de usar a taxa básica de juros (SELIC), hoje nos escorchantes 15%, para trazer a inflação ao centro da meta de 3%.
“A determinação legal é uma meta de 3%, o instrumento é a taxa de juros, e o Banco Central tem de usar a taxa de juros para perseguir a meta de inflação”, disse Galípolo, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
Ou seja, o Banco Central mantem os juros em níveis nocivos à economia nos próximos anos, o que deve provocar a estagnação do crescimento econômico do Brasil, ou a queda dele.
Ao manter a taxa Selic em 15% na última reunião do Comitê de Política Monetária, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou que a decisão do BC “sufoca a economia”.


