Países do Golfo voltaram a registrar momentos de tensão após a interceptação de novas ondas de drones e mísseis iranianos na noite desta terça-feira (10), horário de Brasília. Sistemas de defesa aérea foram acionados em diferentes nações da região diante do avanço dos projéteis.
Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades orientaram os moradores a permanecerem em locais seguros. O Ministério da Defesa informou que as forças militares estavam “respondendo a ameaças de mísseis e drones vindos do Irã”, enquanto os sistemas de defesa aérea eram mobilizados para neutralizar os ataques.
Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa confirmou a interceptação de seis mísseis balísticos que tinham como possível destino a Base Aérea Príncipe Sultan. Além disso, diversos drones foram abatidos nas regiões orientais do país. Em outro episódio anterior, as forças sauditas também haviam interceptado armas balísticas direcionadas ao campo petrolífero de Shaybah.
Já no Bahrein, sirenes de alerta foram acionadas nas primeiras horas da manhã e o Ministério do Interior pediu que a população buscasse abrigo em locais seguros.
A ofensiva ocorre em meio à escalada militar envolvendo o Irã, que afirmou ter realizado “ondas contínuas e em múltiplas camadas contra bases americanas e israelenses”, segundo comunicado divulgado pela Guarda Revolucionária.
Guerra regional
O atual conflito no Oriente Médio envolve diretamente Estados Unidos e Israel contra o Irã. A guerra teria começado em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Segundo autoridades americanas, a operação também teria eliminado diversos integrantes de alto escalão do regime iraniano e destruído alvos estratégicos do país, incluindo navios militares, sistemas de defesa aérea e aeronaves.
Em resposta, o governo iraniano lançou ataques contra vários países da região, entre eles Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Teerã afirma que os alvos são apenas interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel nesses territórios.
De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, mais de 1.200 civis já morreram no Irã desde o início do conflito. A Casa Branca também confirmou ao menos sete mortes de soldados americanos diretamente relacionadas aos ataques iranianos.




