Responsável por invasões hacker nos sistemas da Polícia Federal (PF) e até do FBI, além do monitoramento e planejamento de ataques contra pessoas consideradas adversárias de Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, possui uma extensa ficha criminal e é um velho conhecido da alta sociedade de Belo Horizonte (MG), da qual também fez parte o dono do Banco Master. Preso nesta quarta-feira (4/3) pela PF, Mourão recebia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro em troca de serviços comparados por investigadores aos de uma “milícia”.
Sicário morreu horas depois de ser preso pela PF. Ele tentou tirar a própria vida em uma cela na superintendência da corporação em Minas Gerais, chegou a ser reanimado pelo Samu e levado a um hospital, mas não resistiu.
Mourão, conhecido como “Mexerica” em Minas Gerais, já foi alvo de diversos mandados de prisão, embora sempre tenha conseguido ser liberado, e chegou a ser investigado pela PF por estelionato.
Também foi indiciado por uma longa lista de tipificações do Código Penal e da legislação, como furto qualificado, estelionato, associação criminosa, falsificação de documentos, evasão de divisas, concurso de pessoas (quando duas ou mais pessoas atuam juntas para a prática de um crime) e crime continuado (quando o ilícito é praticado de forma contínua no tempo, no modo de execução ou no mesmo local) entre 2006 e 2009.
Entre as atividades ilícitas relatadas por pessoas familiarizadas com a ficha de Sicário estão roubo de veículos para desmanche, golpes na internet e clonagem de cartões de crédito.
Ainda assim, continuava solto e, segundo investigadores que o monitoravam, estava rico. Nos bairros nobres de Belo Horizonte, costumava ostentar bens de alto valor, incluindo uma Ferrari.




