Apenas seis dias após o início do conflito, a guerra com o Irã já mostra sinais de desgaste.
Ondas de ataques com drones lançados pela República Islâmica vêm pressionando as defesas dos Estados Unidos e de seus parceiros, do Bahrein aos Emirados Árabes Unidos, esgotando estoques de armamentos. O desfecho do confronto pode depender de qual lado ficará sem munição primeiro.
Drones de ataque unidirecional Shahed-136, pequenos e rudimentares mísseis de cruzeiro, continuam atingindo alvos no Oriente Médio. Nos últimos dias, os equipamentos atingiram bases americanas, infraestrutura petrolífera e prédios civis, após o início, no sábado, dos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã — ofensiva que incluiu mísseis de cruzeiro, drones e bombas guiadas de precisão.
Segundo os Emirados Árabes Unidos, os mísseis de defesa aérea Patriot, fabricados nos Estados Unidos, têm sido amplamente bem-sucedidos na interceptação dos drones Shahed iranianos e de outros mísseis balísticos, com taxas superiores a 90%.
No entanto, o uso de mísseis que custam cerca de US$ 4 milhões para derrubar drones avaliados em aproximadamente US$ 20 mil expõe um problema que preocupa estrategistas ocidentais desde o início da guerra na Ucrânia: armas baratas podem consumir rapidamente recursos destinados a enfrentar ameaças muito mais complexas.
O resultado é que tanto o Irã quanto os Estados Unidos podem ver seus estoques reduzidos em questão de dias ou semanas. Quem conseguir sustentar a campanha militar por mais tempo tende a ter uma vantagem significativa no conflito.




