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Política Quarta-feira, 22 de Abril de 2026, 08:47 - A | A

Quarta-feira, 22 de Abril de 2026, 08h:47 - A | A

STF julga prisão de ex-presidente do BRB em caso de propina

Segunda Turma analisa decisão de Mendonça sobre prisão de Paulo Henrique Costa por suspeita de corrupção.

Da Redação

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal inicia o julgamento sobre a manutenção da prisão preventiva do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A análise ocorre em ambiente virtual, com início às 11h e prazo até sexta-feira para que os ministros registrem seus votos, sem debate entre os integrantes.

O relator do caso é o ministro André Mendonça. Também compõem a turma os ministros Luiz Fux, Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Conforme antecipado pela CNN, Toffoli deve se declarar suspeito e não participar do julgamento, repetindo posicionamento adotado anteriormente no mesmo caso. A suspeição ocorre quando um magistrado se afasta por possível comprometimento de imparcialidade, seja por vínculos pessoais, interesses ou outras relações com as partes envolvidas.

Antes da relatoria de Mendonça, o caso estava sob responsabilidade de Toffoli, que deixou a condução após pressão interna e externa, motivada por revelações de relações pessoais e financeiras com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Caso a suspeição se confirme, o julgamento seguirá com quatro ministros. Em caso de empate, prevalece a decisão mais favorável ao investigado.

Paulo Henrique Costa foi preso em casa, em Brasília, e está detido no Complexo Penitenciário da Papuda. A prisão foi determinada após a Polícia Federal apontar ao STF a suspeita de que ele teria recebido seis imóveis de luxo, avaliados em cerca de R$ 140 milhões.

Segundo as investigações, os imóveis teriam sido utilizados como pagamento de propina para viabilizar a compra de ativos do Banco Master pelo BRB. Além de Costa, um advogado ligado a Vorcaro também foi preso, apontado como intermediário nas negociações envolvendo o ex-dirigente do banco e uma corretora de imóveis.

Os investigados respondem por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.

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