Cuiabá, 12 de Fevereiro de 2026
  
DÓLAR: R$
Cuiabá, 12 de Fevereiro de 2026
  
DÓLAR: R$
Logomarca
facebook instagram twitter whatsapp

Política Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026, 06:00 - A | A

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026, 06h:00 - A | A

Câmara aprova urgência de projeto de quebra de patente do Mounjaro. Governo é contra

O placar ficou em 337 a 19. Com a decisão, o texto tramita em regime acelerado, sem passar pelas comissões.

Da Redação

Por 337 votos favoráveis e 19 contrários, a Câmara aprovou requerimento de urgência do projeto de lei que prevê a quebra de patente dos Mounjaro e Zepbound. Com isso, o texto tramita em regime acelerado, sem passar pelas comissões. O texto é de autoria do deputado federal Mário Heringer (PDT-MG).

Os medicamentos são usados para o controle de diabetes e obesidade. A proposta altera a norma que regulamenta os direitos de propriedade intelectual para liberar a licença compulsória de patentes em caso de interesse público.

Na justificativa, o autor da proposta argumenta que o preço comercial desses medicamentos é impeditivo aos objetivos de uma Medicina de massa, que precisa, hoje, tratar mais da metade da população adulta de um país que ultrapassa os 200 milhões de habitantes. E ressalta que "nem o Sistema Único de Saúde (SUS) consegue comportar a incorporação desses medicamentos em virtude do elevado custo".

GOVERNO CONTRA A QUEBRA DE PATENTE

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo federal adotará uma postura técnica e não apoiará a quebra de patentes de medicamentos como o Mounjaro, utilizado no tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade. Segundo o ministro, a posição está alinhada às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e considera os impactos regulatórios e econômicos desse tipo de medida.

A declaração, segundo o Metrópoles, foi dada após a Câmara dos Deputados aprovar o regime de urgência para um projeto de lei que autoriza o licenciamento compulsório de medicamentos à base de tirzepatida. A proposta reacendeu o debate sobre o acesso a tratamentos de alto custo no país.

GOVERNO SEGUE ORIENTAÇÃO DA OMS, DIZ PADILHA

Ao comentar o tema, Padilha destacou que a OMS reconhece a relevância desses medicamentos, mas não recomenda a quebra de patentes. “Em nenhum momento a OMS recomendou que os países adotassem licenciamento compulsório para esses produtos. Por isso, vamos continuar seguindo a orientação da organização”, afirmou o ministro. De acordo com Padilha, a posição do governo busca preservar critérios técnicos e regulatórios, sem recorrer a medidas excepcionais que não tenham respaldo internacional.

Comente esta notícia

Canais de atendimento

Informações e Comercial
adalbertoferreiraassessoria@gmail.com
Telefones de Contato
(65) 99604-4302
Endereço
Rua Professora Enildes Silva Ferreira, 8 QD 3 sala B - CPA III, Cuiabá/MT 78000-000
Expediente
Jornalista: Adalberto Ferreira
MTE 1.128/MT