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Política Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026, 09:18 - A | A

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026, 09h:18 - A | A

Moda magreza extrema que voltou a crescer “é muito tóxico”, diz especialista

Da Redação

O retorno de um modismo dos anos 1990 trouxe uma tendência que tem preocupado os profissionais de saúde: a magreza extrema.

Para a nutricionista Sophie Deram, que atua no Ambulatório de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), uma das explicações é o boom das canetas emagrecedoras.

Esses medicamentos foram criados para tratar a diabetes. A perda de peso é um efeito secundário, e a Anvisa liberou seu uso como tratamento para obesidade também. Mas, por serem rápidas e consideravelmente fáceis de usar, elas se popularizaram.

Não é primeira vez que esse modismo surge. Esse padrão inalcançável para uma imensa maioria é muito tóxico, mas existe também uma indústria do bem-estar bilionária que se nutre com essa insatisfação. É uma narrativa que nos é forçada e dá muito lucro.

ESSA TENDÊNCIA ESTÁ MAIS RADICAL DO QUE ANTES?

Quando lembro das modelos dos anos 1990, acho que estamos numa situação similar. Principalmente porque, nos dois casos, essa magreza, considerada extrema, não é saudável. Quando você é uma jovem adolescente e cresce em um ambiente onde o padrão é baseado em algo mais extremo que aquilo considerado um corpo magro normal.

Isso aumenta as chances de desenvolver uma intensa insatisfação. Outro fator é que somos extremamente sensíveis a redes sociais. Instagram e TikTok são duas plataformas extremamente perigosas para jovens, porque elas criam distorções do que é um corpo saudável.

As imagens são retocadas e há a exibição de uma magreza extrema sem qualquer indicador de se aquilo é saudável ou mesmo real.

MESTRUAÇÃO IRREGULAR EM MENINAS NA PUBERDADE

É especialmente preocupante ver esse cenário para as meninas que estão na puberdade, ainda em desenvolvimento, porque naturalmente elas precisam ganhar peso para conseguir desenvolver o corpo.

As mudanças hormonais dessa época têm um efeito no corpo da menina, provocam ganho de gordura. Inclusive, ganhar uma certa quantidade de gordura é crucial para a sintetização de hormônios necessários para o desenvolvimento, a fertilidade.

Por isso, a menina que perde massa ou gordura por obsessão com magreza pode tornar a menstruação irregular ou até mesmo parar de menstruar. O corpo feminino precisa de cerca de 20% de gordura para menstruar.

Outro problema é que pode levar a transtornos alimentares, a gente vê que um dos maiores gatilhos é a restrição alimentar e, por isso, é muito preocupante.

OS HOMENS TAMBÉM SÃO AFETADOS

Atualmente, vemos que os homens têm alta predisposição ao transtorno alimentar. Eles estão tão assustados quanto as mulheres com essa neura da sociedade baseada na imagem.

Vemos, nos últimos anos, um aumento assustador de homens jovens no laboratório com transtornos, e a aparição desses problemas começa cada vez mais cedo. Já atendi meninos de 4 a 6 anos com hábitos que indicam um início de transtorno.

As redes sociais pioraram tudo. Porque não somente os homens são atingidos pelo culto à magreza extrema, mas qualquer gênero de qualquer classe social.

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