Nesta segunda-feira (23/02) serão exumados os corpos dos cinco integrantes dos Mamonas Assassinas, banda que divertiu o país com letras debochadas como Brasília Amarela e Pelados em Santos, vítimas do acidente aéreo na Serra da Cantareira, que completa 30 anos no próximo dia 2.
As famílias entraram em acordo para cremar os restos mortais e transformá-los em adubo para plantar cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade onde moravam.
Naquele sábado, 2 de março de 1996, os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli voltavam de um show em Brasília em um jatinho Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, fretado pela banda.
Eram 23h15 quando a aeronave se chocou na Serra da Cantareira, ao norte de São Paulo, durante uma tentativa de arremetida. Além dos cinco integrantes, o acidente matou o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o copiloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.
Os Mamonas Assassinas estavam no auge. A irreverência do chamado rock cômico, com letras e visual escrachados, havia conquistado o Brasil.
O primeiro e único disco, Mamonas Assassinas, lançado em junho de 1995, vendeu 1,8 milhão de cópias nos oito meses seguintes. Ao todo, já ultrapassou 3 milhões de cópias vendidas, tornando-se o terceiro maior êxito comercial entre artistas nacionais em todos os tempos.




