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Política Terça-feira, 05 de Agosto de 2025, 04:48 - A | A

Terça-feira, 05 de Agosto de 2025, 04h:48 - A | A

Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro após participação por telefone em manifestação contra STF

Medida foi determinada por 'reiterado descumprimento de medidas cautelares

Da Redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta segunda-feira (4/8) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por reiterado descumprimento de medidas cautelares". Moraes afirmou que o ex-mandatário "ignorou e desrespeitou" a Corte e justificou a medida com base na participação de Bolsonaro por telefone na manifestação contra o STF e a favor da anistia que reuniu apoiadores em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no domingo.

O QUE MORAES ALEGA

Moraes citou duas provas do "flagrante desrespeito" à proibição de uso das redes sociais por meio direto ou terceiros. A primeira é o vídeo postado pelo senador Flávio Bolsonaro em que o ex-presidente manda uma mensagem aos manifestantes que estavam em Copacabana.

“Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos”, diz ele na gravação, que depois foi apagado por Flávio.

"O flagrante desrespeito às medidas cautelares foi tão óbvio que, repita-se, o próprio filho do réu, o senador Flávio Nantes Bolsonaro, decidiu remover a postagem realizada em seu perfil, com a finalidade de omitir a transgressão legal", escreveu Moraes.

A segunda prova citada é uma ligação feita por chamada de vídeo entre Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O parlamentar exibiu o celular durante o ato em São Paulo. "Bolsonaro não pode falar, mas pode ver", disse Nikolas, na ocasião. "Na mesma data, 3/8/2025. o réu atendeu ligação por chamada de vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira, oportunidade em que o parlamentar utilizou Jair Messias Bolsonaro para impulsionar as mensagens proferidas na manifestação na tentativa de coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça e com amplo conhecimento das medidas cautelares impostas", acrescentou Moraes.

Foto: Reprodução / X

Flávio Bolsonaro com cartaz em tamanho real do pai em ato contra Moraes em Copacabana

Flávio Bolsonaro com cartaz em tamanho real do pai em ato contra Moraes em Copacabana

DECISÃO DE ALEXANDRE MORAES

Na decisão, Moraes afirmou que Bolsonaro incorreu em dois crimes - um de obstrução de Justiça por "coação no curso do processo" (artigo 344 do Código Penal) e o outro de "obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa" - art. 2 da Lei 12.850/13).

O ministro do Supremo ainda teceu comentários sobre o que classificou como "reiteradas" desobediências da parte do ex-presidente.

"A Justiça é cega, mas não é tola. A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico. A Justiça é igual para todos", escreveu Moraes com a grafia em maiúsculo.

A decisão também proíbe visitas, salvo dos advogados e de outras pessoas que sejam autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Esses visitantes serão proibidos de usar celulares, tirar foto e gravar imagens. O celular de Bolsonaro foi apreendido, e ele está proibido de usar aparelhos de terceiros. Ele segue proibido de manter contato com demais investigados da trama golpista e outras investigações de que é alvo, com embaixadores e outras autoridades estrangeiras e de usar as redes sociais. Moraes destaca na decisão que, se uma dessas medidas for cumprida, o ex-presidente será preso preventivamente.

Foto: Cristiano Mariz

Movimentação da PF na porta da casa de Bolsonaro após a decisão de Moraes

Movimentação da PF na porta da casa de Bolsonaro após a decisão de Moraes

 

 

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