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Política Sábado, 14 de Março de 2026, 06:43 - A | A

Sábado, 14 de Março de 2026, 06h:43 - A | A

Troca de advogado indica delação de banqueiro preso no caso Banco Master

Integrantes do Centrão avaliam que acordo de colaboração com PF poderia ser mais abrangente do que com PGR

Da Redação

A troca na equipe de defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aumentou nos bastidores políticos a expectativa de um acordo de delação premiada no caso que investiga suspeitas de fraude financeira envolvendo a instituição.

Nesta sexta-feira (13), o criminalista José Luís de Oliveira Lima assumiu a defesa do empresário, substituindo o advogado Pierpaolo Bottini. A mudança ocorreu poucas horas após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formar maioria para manter a prisão preventiva do banqueiro.

No meio político, parlamentares de diferentes espectros ideológicos avaliam como praticamente certa a possibilidade de delação. A dúvida agora gira em torno de qual órgão conduzirá a negociação: a Procuradoria-Geral da República ou a Polícia Federal. Em qualquer cenário, o eventual acordo precisará ser homologado pelo relator do caso no STF, o ministro André Mendonça.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que um acordo firmado diretamente com a Polícia Federal poderia ter alcance mais amplo nas investigações. Já uma eventual colaboração conduzida pela PGR poderia ter um escopo mais restrito.

A preocupação no meio político se deve à extensa lista de contatos atribuída a Vorcaro. Há suspeitas de conexões com servidores públicos, parlamentares, líderes partidários e até integrantes do Judiciário. A investigação já colocou sob escrutínio as relações do empresário com ministros do STF, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Segundo relatos divulgados pela CNN Brasil, interlocutores do banqueiro já sondaram tanto a Polícia Federal quanto a Procuradoria-Geral da República para avaliar a disposição das instituições em negociar um eventual acordo de colaboração premiada.

De acordo com as informações, as conversas iniciais teriam sido apenas preliminares, com o objetivo de medir a reação dos investigadores caso Vorcaro decida formalizar a delação.

Nos bastidores da investigação, também circula a avaliação de que o vazamento dessas sondagens teria ocorrido como estratégia para pressionar por uma eventual soltura do empresário antes do julgamento que analisava sua prisão na Segunda Turma do STF. A tentativa, porém, não teve efeito imediato.

Os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o voto do relator André Mendonça para manter a prisão preventiva do empresário. O presidente da turma, Gilmar Mendes, ainda precisa apresentar seu voto. Já o ministro Dias Toffoli declarou suspeição e não participa do julgamento.

Entre aliados de Vorcaro, a avaliação é que a possibilidade de delação passou a ser considerada após a prisão do empresário, como uma forma de tentar conter o avanço das investigações sobre familiares e parte de seu patrimônio.

O cunhado do empresário, Fabiano Zettel, também está preso. Já o pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, foi citado pela Polícia Federal por supostamente ocultar cerca de R$ 2,2 bilhões pertencentes a vítimas do caso em seu nome na gestora Reag Investimentos.

Nos bastidores de Brasília, a expectativa é que uma eventual colaboração premiada do banqueiro possa ampliar significativamente o alcance das investigações e atingir diferentes esferas do poder político e institucional.

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