O número de brasileiros que avaliam que a economia do país está piorando tem crescido desde dezembro de 2025, com aumento dos preços e mais dificuldade para encontrar emprego, aponta pesquisa Genial/Quaest.
Para 48% dos brasileiros, a economia piorou nos últimos 12 meses. Essa avaliação estava restrita a 38% da população em dezembro.

Já a parcela que avalia que a economia melhorou ao longo do último ano caiu de 28%, em dezembro, para 24%, em março.
Essa percepção está associada à avaliação de 64% das pessoas de que o poder de compra dos brasileiros está menor do que há um ano, ao passo que 21% avaliam que está igual e somente 14% que ele aumentou.
Além disso, 58% dos brasileiros percebem que o preço dos alimentos subiu no último mês, 24% que os preços continuam iguais e 16% avaliam que eles caíram.
Em relação à isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, a expectativa que até o fim de 2025 era positiva para a maior parte da população acabou não se concretizando.
Isso porque, em outubro de 2025, 61% dos brasileiros diziam que seriam beneficiados pela isenção, mas somente 31% avaliam, em março de 2026, que efetivamente foram beneficiados.

A pesquisa Genial/Quaest mostra ainda que 50% da população considera que hoje é mais difícil encontrar um emprego do que há um ano; 40% consideram mais fácil.
Apesar disso, a população demonstra otimismo em relação à economia: 41% avaliam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, 34% pensam que vai piorar e 21% que vai ficar do mesmo jeito.
ELEIÇÃO
O levantamento da Quaest mostra um empate entre Lula e Flávio Bolsonaro, ambos com 41% dos votos totais, em um eventual segundo turno.
No levantamento feito entre os dias 6 e 9 de março, Flávio Bolsonaro apareceu pela primeira vez empatado com Lula em um eventual segundo turno da disputa para a Presidência.

Em dezembro, Lula tinha 46% das intenções de voto e 10 pontos de vantagem sobre Flávio, que tinha 36%. Agora, ambos aparecem com 41%.
AVALIAÇÃO DO GOVERNO
A pesquisa também mostra o governo Lula aprovado por 44% e desaprovado por 51%, o pior resultado de aprovação desde julho/25, antes do tarifaço de Trump.
A avaliação do governo também piorou no último mês: a avaliação positiva oscilou negativamente, saiu de 33% para 31%; enquanto a avaliação negativa foi de 39% para 43%.




