Cuiabá, 30 de Março de 2026
  
DÓLAR: R$
Cuiabá, 30 de Março de 2026
  
DÓLAR: R$
Logomarca
facebook instagram twitter whatsapp

Política Segunda-feira, 30 de Março de 2026, 10:40 - A | A

Segunda-feira, 30 de Março de 2026, 10h:40 - A | A

Barranco aciona MPF após corte de médicos em Várzea Grande

Deputado questiona decisão da prefeitura e cobra explicações sobre saída de profissionais do Mais Médicos

Da Redação

A decisão da Prefeitura de Várzea Grande de tirar 18 médicos do programa Mais Médicos virou alvo de questionamento sério. O deputado estadual Valdir Barranco resolveu bater na porta do Ministério Público Federal e pedir investigação.

Ele protocolou uma representação diretamente ao procurador da República Ricardo Pael Ardenghi, pedindo a abertura de um inquérito para entender melhor essa história.

Tudo começou depois que a secretária de Saúde, Deisi Bocalon, informou ao Ministério da Saúde que o município não pretende continuar com as vagas do programa a partir de abril. A justificativa veio em tom direto: problemas com os médicos e custo alto.

Segundo a prefeitura, teve de tudo um pouco. Reclamação de falta, descumprimento de regras, resistência às orientações e até condutas consideradas inadequadas. Além disso, a conta pesou. Cada médico sairia por mais de R$ 16 mil por mês, o que, na visão da gestão, ficaria bem mais caro do que contratar profissionais diretamente.

Mas Barranco não engoliu essa explicação tão fácil assim.

Para ele, a prefeitura apresentou justificativas muito vagas e não mostrou nenhum estudo concreto que prove que tirar esses médicos não vai prejudicar a população. E mais: também não disse claramente quem vai substituir esses profissionais.

Na prática, o deputado levanta uma preocupação simples e direta: dá para tirar 18 médicos da atenção básica assim, de uma vez, sem ter um plano pronto?

Ele aponta possíveis problemas na decisão, como falta de análise do impacto na saúde da população e foco só na questão financeira. Na visão dele, isso pode ir contra princípios básicos da administração pública e até contra o direito à saúde.

Agora, o que ele quer é que o MPF entre no caso de vez. Entre os pedidos estão a abertura de investigação, a cobrança de explicações da Secretaria de Saúde e até a possibilidade de suspender a decisão, caso algo irregular seja encontrado.

Enquanto isso, 18 médicos que hoje atendem diretamente a população ficam no meio dessa disputa. São profissionais que atuam na atenção básica, ou seja, na linha de frente do atendimento.

No fim das contas, o que está em jogo vai muito além de números: é o impacto direto no atendimento à população. E essa resposta, agora, deve vir do Ministério Público.

Comente esta notícia

Canais de atendimento

Informações e Comercial
adalbertoferreiraassessoria@gmail.com
Telefones de Contato
(65) 99604-4302
Endereço
Rua Professora Enildes Silva Ferreira, 8 QD 3 sala B - CPA III, Cuiabá/MT 78000-000
Expediente
Jornalista: Adalberto Ferreira
MTE 1.128/MT