A Justiça Italiana decidiu na última quinta-feira (26/3) extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Ela está presa em Roma, na Itália. À reportagem, o advogado Fábio Pagnozzi, responsável pela defesa da ex-deputada, disse que vai recorrer da decisão e o processo, que sobe para um tribunal superior do país, pode se estender por até dois anos.
Na decisão desta quinta, a Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição da ex-deputada. A medida, no entanto, não é imediata. Caso não haja recurso, o processo deve ser concluído em poucas semanas. A defesa de Zambelli, no entanto, pode recorrer no prazo de até 15 dias.
O advogado da deputada já informou que pretende recorrer à Corte de Cassação do país. Dessa forma, o recurso pode ser negado pelo tribunal, e o processo pode ser encerrado em quatro a seis meses conforme explica o professor especialista em direito internacional Arno Dal Ri Júnior.
No entanto, o professor explica que, caso a Corte entenda que o recurso faz sentido, o mérito volta a ser analisado e o processo de extradição pode se estender por até dois anos. A decisão final cabe ao ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio.
Se ao final do processo, a extradição for confirmada, a Justiça Italiana comunica a embaixada brasileira em Roma e a polícia do país vai entregar Zambelli à Organização Internacional de Polícia Criminal, a Interpol, que irá colocá-la em um voo para o Brasil, acompanhada dos agentes criminais.
Segundo o professor, se a extradição for mantida, ela deve vir algemada e acompanhada de dois agentes da Interpol até o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ou o Galeão, no Rio de Janeiro. Na chegada em solo brasileiro ela será entregue à Polícia Federal e será presa imediatamente.




