Internado desde a última sexta-feira (13), o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece em uma unidade intermediária de terapia intensiva no hospital DF Star, sem previsão de alta. Apesar disso, o quadro clínico apresentou melhora nos últimos dias, segundo boletim médico.
Exames recentes indicaram evolução nos pulmões e redução de marcadores inflamatórios, sinalizando resposta positiva ao tratamento contra uma infecção pulmonar bacteriana. A equipe médica destaca que o processo inflamatório costuma regredir mais lentamente, mas já preocupa menos.
Atualmente, Bolsonaro está em uma UTI de cuidados intermediários, considerada um estágio entre a terapia intensiva e a internação em quarto. O tratamento com antibióticos está na metade, de acordo com o cardiologista Brasil Caiado, e, se a evolução continuar, há possibilidade de saída da UTI até o fim da semana.
Além da medicação, o ex-presidente realiza fisioterapia respiratória e motora como parte da recuperação. Ele foi hospitalizado após apresentar sintomas como vômito e calafrios, sendo diagnosticado com infecção pulmonar.
O quadro chegou a piorar no sábado (14), com impacto nas funções renais e aumento da inflamação. Nos dias seguintes, porém, houve regressão, permitindo a transferência para a unidade semi-intensiva na segunda-feira (16).
Pressão por domiciliar
Paralelamente à recuperação, a defesa de Bolsonaro aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sobre um novo pedido de prisão domiciliar.
Os advogados argumentam que a medida não representa privilégio e afirmam que é necessária para garantir tratamento adequado. "Não se trata de benefício, mas de assegurar condições mínimas de saúde", sustentam.
O senador Flávio Bolsonaro também reforçou o pedido após reunião com o ministro, classificada por ele como "tranquila e objetiva". Segundo o parlamentar, a análise será feita em momento oportuno, sem prazo definido.
A defesa ainda alerta para riscos clínicos, apontando que a permanência em custódia pode agravar o estado de saúde do ex-presidente e defende acompanhamento contínuo por familiares e equipe médica.




