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Política Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026, 08:28 - A | A

Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026, 08h:28 - A | A

Em recado ao STF e governo, Alcolumbre enfatizou que não abre mão da defesa da autoridade do Congresso Nacional

No discurso de abertura dos trabalhos do Congresso, senador pregou união, mas mostrou pintado para a guerra em defesa do que chama de prerrogativas do Parlamento.

Da Redação

No discurso de abertura dos trabalhos do Congresso Nacional, o presidente do Senado, David Alcolumbre, do União-AP, deixou claro que a disposição para o diálogo não significa recuo diante do que classificou como “voluntariedade” de outros Poderes em eventuais avanços sobre o Parlamento.

Os recados do início do ano Legislativo tiveram como principais destinatários o Supremo Tribunal Federal, representado na cerimônia pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e o governo Lula, que teve o ministro Rui Costa como representante no evento.

Ao tratar da importância do ano eleitoral, período em que a democracia pode demonstrar força, maturidade e vitalidade, Alcolumbre pediu paz não apenas entre forças políticas divergentes, mas também entre as instituições nacionais, com ênfase na harmonia entre os Poderes da República. Em seguida, direcionou sua fala de forma mais contundente aos vizinhos da Praça dos Três Poderes.

“Defender a paz nunca foi e nunca será sinônimo de omissão. Nosso desejo de paz não significa que tenhamos medo de luta. Nossa luta sempre será em defesa de todos os brasileiros. Nossa luta é pelo Estado de Direito. Nossa luta é pelas prerrogativas parlamentares e pela autoridade do Congresso Nacional brasileiro”, afirmou, reforçando que jamais abrirá mão dessas batalhas.

Após declarar que buscará “não ampliar conflitos, mas ajudar a resolver” e promover “consensos políticos”, Alcolumbre voltou ao ponto de maior tensão na relação com o STF. O Parlamento acusa a Corte, em diferentes momentos, de extrapolar suas atribuições ao legislar, especialmente no embate envolvendo a falta de transparência nas emendas parlamentares.

“Cada Poder tem a sua função. Cada Poder tem o seu papel”, disse o presidente do Senado, ao reafirmar as escolhas do Poder Legislativo e defender o respeito recíproco entre as instituições.

Antes de direcionar críticas ao Supremo, Alcolumbre também mirou o governo federal. Ele mencionou o desgaste provocado ao longo do último ano por críticas ao Congresso em peças publicitárias, redes sociais de parlamentares de esquerda e, em algumas ocasiões, até por ministros do próprio governo.

Ao exaltar a aprovação de medidas enviadas pelo Executivo ao Congresso, especialmente a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, Alcolumbre deixou claro que o Parlamento não aceitará apenas chancelar propostas para que os méritos fiquem restritos ao Palácio do Planalto. “Essas conquistas não pertencem a um governo, elas também não pertencem a um partido”, afirmou.

Ao abrir oficialmente os trabalhos legislativos de 2026, em meio a sorrisos e cumprimentos protocolares, Alcolumbre demonstrou disposição para reduzir tensões, mas fez questão de deixar claro que o Congresso está preparado para enfrentar disputas institucionais quando considerar necessário.

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