Os transtornos verificados em um trecho do BRT, na Avenida da Prainha, entre a Praça Ipiranga e a Travessa Dom Bosco, constituem mais um capítulo dos desencontros causados pela falta de planejamento eficiente na execução da obra. Os trabalhos seguem sem prazo definido para conclusão, uma vez que o governo já admitiu que não deve entregar o BRT em funcionamento até o final da atual administração. O empreendimento, que era tratado como trunfo eleitoral, certamente será explorado pela oposição na eleição de outubro deste ano.
Segundo o secretário da Sinfra-MT, Marcelo de Oliveira, “no passado, algumas ligações das bocas de lobo com o canal central não foram efetivamente concluídas, o que gerou vazamentos não visíveis e provocou desmoronamentos no solo”. A declaração evidencia o quanto o governo conduz a obra do BRT de forma improvisada, sem um mapeamento prévio dos problemas existentes.
O secretário explicou ainda que a Águas Cuiabá atua na implantação da drenagem da bacia da Prainha e que a Sinfra aproveitou o fechamento de um trecho da avenida pela concessionária para realizar “sondagens”, ocasião em que os problemas teriam sido identificados. A fala é interpretada como uma confissão de despreparo técnico, já que a Sinfra-MT deveria ter solicitado previamente à Águas Cuiabá um levantamento detalhado da situação da rede de esgoto da região. A concessionária, por sua vez, tem a obrigação de manter um mapeamento da rede para a execução dos reparos necessários.
Ou seja, o procedimento correto seria requisitar à empresa concessionária dos serviços de água e esgoto de Cuiabá, responsável por obras de reparo na bacia do córrego da Prainha, um diagnóstico completo dos problemas existentes, em vez de realizar “sondagens”, como informou o secretário Marcelo de Oliveira.
De acordo com publicação no site da Sinfra-MT, algumas tubulações que deveriam conduzir a água da chuva captada pelas bocas de lobo até o córrego da Prainha estão posicionadas a cerca de 40 centímetros de distância da parede do canal. Dessa forma, a água não era direcionada para dentro do córrego canalizado e acabava sendo despejada diretamente no solo. O problema provocou o carreamento de terra para o interior do canal e a formação de buracos sob a pista, colocando em risco a segurança da avenida, com possibilidade de deslizamentos e abertura de crateras.
ROTAS DE DESVIO
Opção 1: Para quem vem pela Avenida Tenente Coronel Duarte, a Prainha, e precisa acessar o bairro Porto, o trajeto deve seguir pela Avenida Getúlio Vargas e, em seguida, virar à esquerda na Rua 13 de Junho até a Rua Thogo Pereira, nas proximidades do Hospital Geral, acessando então a Avenida 15 de Novembro.
Opção 2: Vindo pela Avenida Tenente Coronel Duarte, no semáforo da Avenida Generoso Ponce, virar à esquerda e subir a Rua Clóvis Hugueney até o semáforo do Hospital Santa Casa. Em seguida, acessar à direita a Rua Dom Aquino até a Avenida 15 de Novembro.
Os passageiros da Estação Ipiranga continuam utilizando o ponto provisório na Rua 13 de Junho. Já os usuários das linhas intermunicipais seguem utilizando a Rua Clóvis Hugueney, com exceção da linha 08, que está sendo desviada pela Rua 13 de Junho.



