Alguns episódios ocorridos nos últimos dias, relativos ao agravamento do cenário mundial, sinalizam que o Brasil precisará tomar medidas mais enérgicas para garantir o abastecimento e a estabilidade nos preços dos combustíveis no país.
O governo tem manifestado preocupação em evitar que a explosão dos preços do petróleo a nível internacional, fruto da agressão dos EUA e Israel ao Irã, prejudique a economia brasileira. Nesse sentido, o presidente Lula fez o anúncio da liberação de R$ 9 bilhões em investimentos na ampliação da produção de derivados na refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais.
Além disso, o governo zerou os impostos federais, PIS e Cofins, sobre o diesel e taxou as exportações de petróleo. O presidente afirmou também que a Petrobras irá recomprar a refinaria de Mataripe, na Bahia, que foi vendida por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes ao Fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos. “Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia”, disse Lula, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante evento na refinaria da Petrobras em Minas Gerais (Regap).
As privatizações das refinarias, feitas por Jair Bolsonaro, reduziram o refino de petróleo no Brasil e aumentaram a dependência de importação de óleo diesel. Cerca de 25% do diesel consumido no país está sendo importado. O que se constata atualmente é que as refinarias privatizadas não ampliaram suas capacidades de refino, passaram a importar derivados de suas matrizes e, ainda por cima, praticam preços mais altos do que os da Petrobras.




