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Política Terça-feira, 16 de Setembro de 2025, 07:13 - A | A

Terça-feira, 16 de Setembro de 2025, 07h:13 - A | A

Juros elevados derrubam vendas do comércio

Em julho, a queda foi de 0,3%, “devido aos juros altos e o crédito caro”, denuncia Sindilojas-SP

Da Redação

As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 1,5% em agosto na comparação com julho, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), divulgado nesta semana. Em relação a agosto de 2024, a retração foi de 3,3%. De acordo com Guilherme Freitas, economista e cientista de dados da Stone, “a queda nas vendas de agosto evidencia o enfraquecimento do comércio varejista, em linha com sinais mais claros de desaceleração da economia”.

Ele afirmou ainda que “o mercado de trabalho vem perdendo dinamismo, com admissões crescendo em ritmo menor do que o de desligamentos, ao mesmo tempo em que o elevado comprometimento da renda das famílias com dívidas continua restringindo o consumo”.

Segundo Freitas, apesar da moderação da inflação, esse movimento ocorre mais pela “perda de fôlego da atividade” do que por mudanças estruturais.

“O resultado negativo de agosto reforça a percepção de que a economia brasileira segue em processo de acomodação, e não de retomada. A continuidade dessa trajetória dependerá da evolução do mercado de trabalho e, principalmente, do mercado de crédito, que, com taxas de juros reais elevadas, tem sido um limitador da demanda interna”, completou o economista.

Desempenho por segmento

No comparativo anual, todos os oito segmentos analisados registraram desempenho negativo. O setor de Livros, Jornais, Revistas e Papelaria apresentou a maior queda (6,8%), seguido por Móveis e Eletrodomésticos (6,7%), Material de Construção (5%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (3,1%), Tecidos, Vestuário e Calçados (2,1%), Artigos Farmacêuticos (1,9%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (1,1%) e Combustíveis e Lubrificantes (0,5%).

Desempenho por região

No recorte regional, apenas seis unidades da federação apresentaram crescimento nas vendas no comparativo anual: Amapá (3,2%), Tocantins (1,9%), Mato Grosso (1,7%), Pará (0,7%), São Paulo (0,6%) e Roraima (0,5%).

As demais apresentaram retração, com destaque para o Rio Grande do Sul, que registrou a maior queda (7,1%), seguido por Rio Grande do Norte (6,4%), Sergipe (5,9%), Santa Catarina (5,4%), Alagoas (5,3%), Paraíba (4,7%), Pernambuco (4,6%), Rondônia (4%), Goiás (3,9%), Mato Grosso do Sul (3,4%), Paraná (2,7%), Amazonas (2,6%), Rio de Janeiro (2,2%), Bahia (2,1%), Espírito Santo (1,9%), Distrito Federal (1,7%), Acre (1,6%), Minas Gerais (1,1%), Maranhão, Piauí e Ceará (0,9%).

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