Líderes e autoridades de diversos países reagiram neste sábado aos ataques realizados pelos EUA e Israel contra alvos no Irã e à resposta militar de Teerã, que lançou misseis e drones contra territórios israelenses e bases americanas em outros países da região.
A sequência de ações elevou a tensão no Oriente Médio e provocou alertas internacionais sobre o risco de uma escalada regional.
REAÇÕES INTERNACIONAIS
O presidente da França, Emmanuel Macron, advertiu que a escalada em torno do Irã é “perigosa para todos” e afirmou que a situação “deve cessar”. Em mensagem publicada no X, ele pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU e instou o governo iraniano a “devolver a palavra” ao povo.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, por sua vez, classificou os acontecimentos como “perigosos”. Em publicação nas redes sociais, afirmou ter conversado com o ministro das Relações Exteriores de Israel e ressaltou que “a proteção de civis e o respeito ao direito internacional humanitário são prioridades”.
Suiça recomenda proteção de civis
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça também afirmou estar “profundamente alarmado” com os ataques e pediu que todas as partes exerçam “máxima contenção”, protegendo civis e infraestrutura civil.
China cobra respeito à soberania irã
A China também se pronunciou e pediu uma “paralisação imediata” da violência após os ataques e a retaliação iraniana. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que é necessário evitar uma escalada maior e retomar o diálogo. Pequim acrescentou que a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã devem ser respeitadas.
Rússia: risco catástrofe Oriente Médio
Já a Rússia denunciou os bombardeios como uma “aventura perigosa” que pode levar o Oriente Médio a uma “catástrofe”. Em comunicado, a chancelaria afirmou que Washington e Tel Aviv estariam aproximando a região de uma crise humanitária, econômica e até radiológica, além de acusar os dois países de tentar derrubar o governo iraniano.
Índia defende solução diplomática
A Índia também defendeu uma solução diplomática para a crise. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores pediu moderação, afirmou que a segurança dos civis deve ser prioridade e ressaltou que o diálogo precisa ser retomado. O governo indiano acrescentou que a soberania e a integridade territorial de todos os Estados devem ser respeitadas.




