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Política Terça-feira, 24 de Março de 2026, 09:52 - A | A

Terça-feira, 24 de Março de 2026, 09h:52 - A | A

CRM-MT vai apurar denúncia contra médica que estaria vendendo Mounjaro em unidade pública

O Conselho ressalta que não recebeu, até o momento, qualquer denúncia formal relacionada ao caso em seus canais institucionais

Da Redação

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) afirmou, por meio de nota, que irá apurar o caso de denúncia contra uma médica da rede pública que teria tentado vender uma caneta emagrecedora, do tipo Mounjaro, durante atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Planalto, em Cuiabá. Até o momento, o Conselho não recebeu nenhuma denúncia formal relacionada ao caso.

Em uma das consultas, segundo a paciente, a médica sugeriu que os problemas eram causados pela obesidade e tentou lhe vender o Mounjaro: “Eu cheguei lá, uma médica dentro do consultório tentou me vender Mounjaro porque eu estava gorda. As dores que eu estava sentindo eram da obesidade. Isso é indignante”, desabafou em meio a coletiva de imprensa junto ao prefeito Abilio Brunini (PL), na manhã desta segunda-feira (23).

A moradora afirmou ainda que não foi um caso isolado: “Não foi só comigo. Ela fez isso com outros pacientes também, só que ninguém tem o conhecimento, às vezes, de chegar e fazer uma denúncia”, disse.

Diante da situação, o prefeito determinou o encaminhamento da paciente para registro de boletim de ocorrência. Ele também afirmou que a prefeitura abrirá uma investigação interna para identificar a profissional.

“Você acabou de fazer uma denúncia muito grave. Nós vamos com você fazer um boletim de ocorrência e vamos investigar qual foi o profissional. Se isso aconteceu, o profissional já pode sair das nossas unidades de saúde”, declarou o liberal.

Leia a nota na íntegra:

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) tomou conhecimento de relatos divulgados nesta segunda-feira (23), em Cuiabá, envolvendo uma paciente que alega ter sido abordada por uma médica da rede pública com suposta oferta de comercialização do medicamento durante atendimento em unidade de saúde.

De acordo com as informações tornadas públicas, a denúncia foi apresentada diretamente ao prefeito Abilio Brunini, que anunciou a adoção de medidas para apuração do caso.

Diante da gravidade dos fatos narrados — ainda que baseados, até o momento, exclusivamente em relato unilateral — o CRM-MT informa que irá oficiar a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde para obter informações oficiais e detalhadas sobre o episódio, incluindo eventual identificação da profissional envolvida e a existência de procedimento administrativo instaurado.

O Conselho ressalta que não recebeu, até o momento, qualquer denúncia formal relacionada ao caso em seus canais institucionais.

O CRM-MT reforça que situações dessa natureza exigem apuração criteriosa, com base em elementos concretos, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, evitando-se conclusões precipitadas.

Por fim, o Conselho reafirma seu compromisso com a ética médica e informa que, caso sejam apresentados indícios consistentes de infração ao Código de Ética Médica, adotará as medidas cabíveis.

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