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Política Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 07:50 - A | A

Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 07h:50 - A | A

Empresas pedem que Motta promova mudanças em projeto que regulamenta trabalho por aplicativos

Manifesto entregue ao presidente da Câmara critica impactos econômicos do texto em discussão no Congresso Nacional

Da Redação

Entidades que representam diferentes setores empresariais apresentaram ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), um manifesto solicitando mudanças no projeto que trata da regulamentação do trabalho por aplicativos. O documento defende a construção de um texto considerado mais equilibrado e alerta para possíveis efeitos econômicos da proposta atualmente em debate no Congresso Nacional.

O manifesto foi entregue nesta quarta-feira (4/2), em um contexto no qual o tema é analisado por uma comissão especial da Câmara. Paralelamente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém um grupo de trabalho responsável por elaborar uma proposta própria, tratando a regulamentação do trabalho por aplicativos como prioridade em um ano eleitoral.

RESISTÊNCIA AO ENQUADRAMENTO DAS PLATAFORMAS

O projeto de lei em discussão propõe o enquadramento das empresas como prestadoras diretas de serviços de transporte e entrega, o que, segundo a entidade, altera significativamente a lógica do setor. Segundo as empresas, essa mudança pode impor encargos considerados excessivos às plataformas e aproximar as relações de trabalho das regras previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

“Embora o relator afirme que o texto não cria vínculo, ele incorpora ao longo de seus dispositivos diversas previsões que, na prática, aproximam a relação das regras da CLT. Esse enquadramento é incompatível com o modelo de negócios das plataformas, gera impactos relevantes para o setor, eleva custos ao consumidor e não reflete as demandas dos próprios motoristas, que buscam autonomia e flexibilidade”, destaca um trecho do manifesto.

IMPACTO SOBRE EMPRESAS E TRABALHADORES

O manifesto ressalta que “os serviços intermediados por plataformas digitais conectam cerca de 125 milhões de usuários e 2,2 milhões de trabalhadores em todo o país. Nos setores de bares e restaurantes, estima-se que mais de meio milhão de estabelecimentos utilizem plataformas como canal relevante de comercialização e logística, enquanto o comércio e o varejo digital movimentam mais de R$ 200 bilhões anuais pelas atividades diretamente vinculadas a esses serviços”.

Segundo as empresas e entidades, “novas obrigações de elevado impacto econômico e operacional foram incorporadas ao substitutivo sem debate aprofundado na Comissão Especial e sem análise consistente de impacto regulatório, ampliando o risco de efeitos indesejados e de difícil reversão”.

DIVERGÊNCIAS ENTRE SETOR PRIVADO E GOVERNO

Enquanto isso, a proposta defendida pelo governo prevê garantias como valor mínimo por corrida, tempo de descanso, acesso à Previdência Social e maior transparência dos algoritmos utilizados pelas plataformas. O objetivo é permitir que os trabalhadores tenham clareza sobre quanto as empresas recebem por cada viagem intermediada, ponto que segue no centro das divergências entre o Executivo e o setor empresarial.

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