Uma semana depois do movimento de Gilberto Kassab para anabolizar seu PSD com mais um pré-candidato à Presidência e da reiteração, por parte de Tarcísio de Freitas, do apoio a Flávio Bolsonaro, a sensação entre aliados do governador de São Paulo é que, agora, ele perdeu mesmo o último bonde para a corrida ao Planalto.
Continuará, porém, a ser incluído em pesquisas de intenção de votos, e isso fará com que permaneça a pressão por demonstrações reiteradas de lealdade a Jair Bolsonaro, algo que lhe tem causado constrangimento visível.
Auxiliares e conselheiros relatam certo desânimo de Tarcísio com a forma como os fatos se desenrolaram entre o fim do ano e este início de fevereiro. Depois de um flerte claro com o projeto nacional, que envolveu conversas com o meio empresarial e político e uma estratégia de comunicação e marketing, ele não conseguiu o que esperava: ser, de novo, ungido candidato por Bolsonaro, como foi em 2022 ao governo paulista.
A escolha precoce do ex-presidente preso pela própria estirpe expôs a falta de traquejo político de Tarcísio, que não encontrou meios de argumentar com o padrinho a respeito da conveniência de sua candidatura em detrimento do filho Flávio.
Com informações da coluna de Vera Magalhães, de O Globo.



