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Política Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2026, 06:00 - A | A

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2026, 06h:00 - A | A

Parlamentares pressionam TCU pelo arquivamento investigações das festas de Vorcaro, regadas a comidas e bebidas caras, além de “acompanhantes”

Festas regadas a bebidas, comidas caras e “acompanhantes” bancadas por Vorcaro, coloca em xeque a idoneidade de autoridades que possam ter participado desses encontros

Da Redação

Enquanto o Ministério Público de Contas pede medidas cautelares e apuração ampla sobre a presença de autoridades públicas nessas festas e se houve aplicação de recursos públicos nesses eventos, congressistas já se mobilizariam para forçar o arquivamento da representação no TCU. Alguns deles, segundo fontes a par das investigações, têm receio de aparecer nas listas de presença dos eventos.

Na representação, o Ministério Público de Contas solicita a identificação de autoridades públicas que teriam participado dos encontros, a verificação de possíveis impactos para a administração pública, o eventual envolvimento de agentes públicos ligados ao setor financeiro e ainda a possibilidade de financiamento público das festas que contavam com alta gastronomia, bebidas caras e "acompanhantes" para os convidados.

A reportagem apurou que o parecer preliminar, elaborado no âmbito da Secretaria-Geral de Controle Externo da Corte de Contas, sustenta que não foram apresentados elementos que caracterizem competência do TCU para atuar no caso. A recomendação, contudo, não é definitiva e ainda poderá ser revista pelos ministros da Corte de Contas.

O processo está sob relatoria do ministro Jorge Oliveira, a quem caberá decidir se acolhe o entendimento técnico ou mantém a tramitação da representação do MPTCU. Segundo o TCU, essa representação está sob análise no processo TC 003.212/2026-2.

“Ainda não há decisão do Tribunal nem outros documentos públicos disponíveis."

A divergência interna ocorre antes mesmo de eventual decisão dos ministros, o que poderia ampliar a disputa política e jurídica sobre uma possível investigação.

Para o cientista político Gustavo Alves, o dilema vai além. Por mais que se remeta a questões particulares e de cunho pessoal, a possível realização desses eventos, com a suposta presença de "acompanhantes" e regados a bebidas e comidas caras bancadas por Vorcaro, coloca em xeque a idoneidade de autoridades que possam ter participado desses encontros e o que efetivamente foi debatido neles.

“Se há pressão para que não haja investigação, ela pode vir do Congresso. Além das festas na casa em Trancoso (BA), informações já apuradas pelas investigações dariam conta de que outras foram organizadas no Rio de Janeiro, São Paulo e até fora do país. Talvez estejamos frente a frente, guardadas as devidas proporções, com um caso Epstein no Brasil”, opina.

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