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Política Sexta-feira, 07 de Novembro de 2025, 10:52 - A | A

Sexta-feira, 07 de Novembro de 2025, 10h:52 - A | A

Direita busca adesão de Trump à pauta da segurança, mas população rejeita intervenção

Equiparação das facções a terrorismo vem sendo a principal bandeira da oposição, embora especialistas apontem riscos

Da Redação

Reprodução

Projeto de Lei visando classificar facções criminosas como organizações terroristas tramita na Câmara dos Deputados

Projeto de Lei visando classificar facções criminosas como organizações terroristas tramita na Câmara dos Deputados

Depois do tarifaço dos Estados Unidos, considerado tiro no pé do bolsonarismo que ajudou a reabilitar a popularidade do governo Lula, parte da direita brasileira tenta agora uma adesão de Donald Trump à pauta da segurança pública, após megaoperação da polícia do Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes. 

O movimento para “virar a página” do desgaste anterior inclui sinalizações públicas da família Bolsonaro e a busca do governo Cláudio Castro (PL) para que o Comando Vermelho seja considerado uma organização terrorista pelos americanos. A equiparação das facções a terrorismo vem sendo a principal bandeira da oposição, embora especialistas apontem riscos como inibir investimentos, expôr vítimas a sanções, além de brechas para intervenção estrangeira no país, ideia refutada pela maioria da população segundo a última pesquisa Genial/Quaest.

A principal sinalização por parte dos americanos até agora se deu na quarta-feira, com comunicado assinado por James Sparks, da Divisão Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), endereçado ao secretário de Segurança do Rio, Victor Santos. No texto, o representante do governo Trump lamenta a morte dos quatro policiais na operação nos complexos da Penha e do Alemão e oferece às autoridades brasileiras “qualquer apoio que se faça necessário”. 

No Itamaraty, a carta foi vista como “protocolar”. Diplomatas ressaltam que o documento não partiu de instâncias de alto nível do governo americano, mas de um agente da DEA lotado no consulado-geral dos EUA no Rio. A avaliação é de que se trata de uma manifestação sem caráter político. 

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