O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os EUA e Israel atingiram alvos militares e civis, “violando flagrantemente” a integridade territorial e a soberania do país. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou que a operação de retaliação seguirá “implacavelmente”.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que todos os alvos militares israelenses e americanos no Oriente Médio foram atingidos “pelos poderosos golpes de mísseis iranianos”. Em resposta à agressão de um “inimigo hostil e criminoso”, o país lançou a primeira onda de extensos ataques com mísseis e drones contra alvos israelenses.
Explosões foram ouvidas em cidades israelenses, e o exército israelense disse ter detectado mísseis balísticos lançados do Irã, descrevendo-os como a primeira onda de retaliação. O Porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã afirmou que “qualquer base em toda a região que ajude Israel será o nosso alvo”. Houve relatos de explosões e sirenes de alerta no Catar, no Kuwait, no Bahrein, na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, onde estão Dubai e Abu Dhabi. Sistemas de defesa antimísseis foram acionados.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país é alvo de uma “agressão militar criminosa” que coloca em risco a paz mundial e pediu providências da ONU.
“Neste momento, o povo do Irã orgulha-se de ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra. Agora é tempo de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo. Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza”, diz a nota.
Segundo a agência de notícias Fars, o governo iraniano confirmou que os ataques atingiram alvos no Bahrein, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos — países que abrigam bases aéreas e instalações militares norte-americanas.
Em seu comunicado, o governo iraniano acrescentou: “esta operação continuará implacavelmente até que o inimigo seja derrotado de forma decisiva”. A força também declarou que todos os ativos americanos na região são considerados alvos legítimos para o exército iraniano.
Nesta última sexta-feira (27/2), o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, havia demonstrado otimismo ao afirmar que a paz estava “ao alcance”, após o Irã concordar, durante as negociações, em nunca estocar urânio enriquecido. Ele descreveu o avanço como significativo. Poucas horas depois, contudo, os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã alteraram drasticamente o cenário diplomático, lançando incertezas sobre a continuidade das conversas.




