O prefeito de Sorriso, Alei Fernandes (União), foi alvo da terceira fase da Operação Rustius, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (5). A investigação apura suspeitas de caixa dois nas eleições municipais de 2024, envolvendo um suposto esquema de financiamento irregular de campanha.
Durante a operação, agentes federais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do prefeito e determinaram o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras e o sequestro de bens até o limite de R$ 608 mil.
Segundo a Polícia Federal, a apuração indica a existência de um sistema de financiamento ilegal que incluiria empréstimos clandestinos, pagamentos em dinheiro e despesas que não teriam sido declaradas na prestação de contas eleitoral.
Ao todo, 23 pessoas são investigadas nesta fase da operação. A PF concluiu o inquérito com o indiciamento de 21 pessoas por omissão ou inserção de informações falsas na prestação de contas de campanha, prática conhecida como caixa dois. Também há indiciamentos por crimes contra o sistema financeiro nacional e contra a economia popular, relacionados à concessão irregular de empréstimos usados para financiar campanhas eleitorais.
A investigação faz parte do desdobramento de ações iniciadas ainda durante o processo eleitoral e que já haviam resultado na apreensão de R$ 115 mil em dinheiro em fases anteriores da operação.
Defesa se manifesta
Em nota, a defesa do prefeito afirmou ter sido surpreendida com a operação. Os advogados argumentam que Alei Fernandes já havia sido absolvido da acusação de caixa dois pela Justiça Eleitoral, sob entendimento de que não existiam provas suficientes para sustentar as alegações apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral e pelo candidato derrotado, Leandro Carlos Damiani.
Segundo a defesa, mesmo após a apresentação de recurso pelo Ministério Público Eleitoral, o inquérito teria sido encerrado.
“Até o momento, a defesa ainda não teve acesso aos autos do processo. Assim que esse acesso for concedido, serão adotadas as medidas jurídicas cabíveis, sempre em pleno respeito às instituições e ao Poder Judiciário.”
O caso segue sob investigação da Polícia Federal.





